Shogi para quem joga xadrez
Você já sabe quase tudo deste jogo. A torre é torre, o bispo é bispo, xeque é xeque. Este curso pula tudo isso e gasta o tempo nos poucos lugares em que o shogi deixa de ser xadrez - principalmente na regra que faz uma peça capturada voltar ao tabuleiro lutando para quem a capturou.
Xadrez e shogi, lado a lado
O curso: sete lições
As peças, nos dois vocabulários
O que todo enxadrista pergunta primeiro
Cadê a dama?
Não existe, e nada começa nem perto daquilo. A torre e o bispo são as únicas peças de longo alcance, e só chegam perto desse poder depois de promovidas, como Dragão-Rei e Dragão-Cavalo. É por isso que as aberturas de shogi são lentas: nenhum dos dois lados tem uma peça capaz de punir um erro do outro lado do tabuleiro no sexto lance.
Se nada sai do tabuleiro, como a partida acaba?
De xeque-mate, quase sempre - e mais cedo que no xadrez, não mais tarde. Como os dois lados se rearmam com o que capturam, os ataques aceleram em vez de se esgotar, e um rei que está a um lance de ficar seguro costuma estar a um lance do mate também. Empate é tão raro que a maioria dos jogadores passa anos sem ver um.
O que eu sei de xadrez serve de alguma coisa?
Quase tudo. Cálculo, segurança do rei, tempo, o hábito de perguntar o que o adversário quer - tudo isso passa direto. O que não passa é a avaliação de material: trocar peças para chegar a um "final ganho" não existe, porque as peças que você trocou estão na mão do adversário.
O que estudar depois
Saber as regras ainda não é saber jogar. O passo seguinte costuma ser um castelo e uma abertura: monte o castelo Mino, aprenda uma abertura de Torre Móvel atrás dele e jogue uma dúzia de partidas sem mudar nada. Depois leia as páginas das peças para entender para que cada uma serve no meio-jogo.
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A estrutura deste curso segue "Shogi: Aprendendo o Básico", de Diego Parracho Viana Silveira (Semicollon Estúdios), escrito para este site e de uso livre para qualquer pessoa.